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Viajar com Magalhães

Natural da Figueira da Foz, Gonçalo Cadilhe passa otempo a viajar. Apesar de se ter licenciado em Gestão, cedo percebeu que essa não era a sua vocação. Hoje ganha a vida a escrever e viajar.

 

No seu mais recente livro, Nos passos de Magalhães, Cadilhe viaja através do globo, pisando os pontos essenciais da vida do navegador português. «Uma biografia itinerante» como lhe chama.

 

Em Nos passos de Magalhães, Cadilhe reinventa as aventuras de Magalhães, dando a conhecer ao leitor o maior navegador de todos os tempos.

 Mais uma vez, Cadilhe surpreende-nos com a sua capacidade de ver para além do óbvio. É nisso que é bom. Em mostrar o que mais ninguém vê. Em penetrar na realidade do quotidiano.

 

 Neste livro, Cadilhe, mistura a sua extraordinária capacidade de observação com uma ciência fascinante, a História. Uma publicação original e conseguida que faz jus a um do português importantissímo na História Mundial.

 

Gonçalo Cadilhe, apesar de trabalhar para o Expresso, não se assume como jornalista. Contudo, muitos jornalistas admiram, criticam e invejam o seu ofício. Eu sou um deles.

A Imigração na Europa

Passaporte para o Céu assume-se como uma das relíquias da reportagem portuguesa actual. Paulo Moura, jornalista do Público, relata no seu livro – Passaporte para o Céu – a crueldade, a frieza, a dor, a raiva, a frustração, a resignação, a desilusão…a morte. Emoções que só a experiência vivida pode contar.

 

Num livro incrível – não só pelo seu conteúdo, mas pela atitude subjacente – Moura investiga exaustivamente a vida dos imigrantes ilegais que todos os dias se evadem de África rumo ao sonho Europeu.

 

O Intendente, Lisboa; Algeciras, Espanha; a floresta de Missana, Marrocos. São apenas alguns dos locais percorridos por Moura na busca da verdade sobre a vida dos “camarades” (nome pelo qual são conhecidos os imigrantes ilegais, em Marrocos).

 

«A história dos “camarades” é desconhecida porque não acaba. Não é uma história. Falta-lhe o ponto final. Eles vieram à procura do Céu e encontraram uma história interminável. Encontraram o Inferno.» Paulo Moura 

 

Ler Moura é uma experiência comovente, dolorosa, frustrante. Acima de tudo,é uma experiência reveladora, denunciadora….como só a verdade consegue ser.

 

 Aqui fica o meu tributo a um grande trabalho jornalístico. A um jornalista apaixonado pelo seu oficio.

 

Obrigado Paulo!

Para saber mais sobre o autor consulte:  http://www.esferadoslivros.pt/autores.php?id=12

Porquê Monologo sobre o Bom Jornalismo?

“Monologo sobre o Bom Jornalismo”. O nome surgiu-me de imediato e não podia ser o mais apropriado.

Certamente já ouviu falar de Ryszard Kapuscinsky. Num livro , recentemente editado em português, que compila uma série de “conversas”, Kapuscinsky aborda temas como o trabalho dos jornalistas, as suas dificuldades e regras, e, mais genericamente, aborda a responsabilidade dos intelectuais que hoje se dedicam à informação.

Um livro que me fascinou não só pela sinceridade e simplicidade implícitas no discurso de Kapuscinski, mas sobretudo por ser uma lição para qualquer “aprendiz” de jornalismo.

O livro intitula-se “Os Cínicos Não Servem para Este Oficio – Conversas sobre o Bom Jornalismo“.